Como ensina Paulo Freire e Demerval Saviani, entendemos que a educação escolar é emancipatória e humaniza, bem como o professor/professora é elemento-chave na transmissão do conhecimento que a humanidade produziu ao longo de sua história. É a partir desse norte que foi formado o Coletivo Educadores Resiliência e Luta (CERL), um agrupamento que nasceu com base na necessidade em buscar respostas para os diversos questionamentos oriundos da prática educativa a qual está submetida os seus membros, no locus específico que é a sala de aula, o chão da escola. O entendimento para criar esse grupo de luta docente perpassa pelo espaço crucial da representação do trabalhador, o Sindicato (em nosso caso essa instância é a APEOESP - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Segundo informações da própria entidade, a APEOESP conta com 180 mil sócios, sendo um dos maiores sindicatos da América Latina, mas ainda assim no nosso entender, necessita ampliar a luta real ...
A violência dos opressores que os faz também desumanizados, não instaura uma outra vocação – a do ser menos. Como distorção do ser mais, o ser menos leva os oprimidos, cedo ou tarde, a lutar contra quem os fez menos. E esta luta somente tem sentido quando os oprimidos, ao buscar recuperar sua humanidade, que é uma forma de criá-la, não se sentem idealistamente opressores, nem se tornam, de fato, opressores dos opressores, mas restauradores da humanidade em ambos. [Paulo Freire]