América do Sul: levante contra todas retiradas de direitos sistemáticas e contínuas do Capitalismo. Atualmente, temos visto uma série de contestações sérias eclodindo por vários países da América Latina, que culminam em manifestações de ruas, e por retorno de um campo político partidário ligado a uma “centro-esquerda reformista” no campo do sistema político burguês estabelecido na atual conjuntura. O mote das principais manifestações se dão no Chile, Argentina, Bolívia, Peru e Equador no momento com condições reais de serem estimuladores para mais países do continente. No entanto, esse desmonte de direitos-migalhas aos quais levaram a eclosão das massas populares nos países latinos de tradições hispânicas, encabeçados principalmente pelos herdeiros dos povos originais, necessita de um olhar um pouco mais acurado no tocante ao que representou a exploração histórica de cunho capitalista nas Américas. A grosso modo, a história das Américas foi e continua sendo m...
A violência dos opressores que os faz também desumanizados, não instaura uma outra vocação – a do ser menos. Como distorção do ser mais, o ser menos leva os oprimidos, cedo ou tarde, a lutar contra quem os fez menos. E esta luta somente tem sentido quando os oprimidos, ao buscar recuperar sua humanidade, que é uma forma de criá-la, não se sentem idealistamente opressores, nem se tornam, de fato, opressores dos opressores, mas restauradores da humanidade em ambos. [Paulo Freire]